©Todos os direitos reservados

Esse filme é baseado no clássico romance estadounidense Little Women (1868), de Lousia May Scott. A história se passa no período da Guerra Civil e narra o amadurecimento de quatro irmãs, com cortes de cenas que comparam desde seus tempos de infância até o início da vida adulta. Jo, Beth, Meg e Amy March são bem diferentes entre si (Jo quer ser uma grande escritora e Beth uma pianista, Meg quer construir uma família e Amy quer ter segurança financeira através do casamento), mas unidas pelo apoio que dão umas às outras para buscarem seus sonhos e realizações.

Vi a adaptação de 2020, por Greta Gerwig, e o que mais me chamou atenção foi a ênfase que ela deu às relações familiares entre as mulheres da história. Mãe, tias, irmãs… Todas elas pareciam ser conscientes de performarem seus papéis sociais, muito embora fossem mais complexas do que os olhares externos as julgavam. As protagonistas do filme são as irmãs e por isso a subjetividade delas é a mais explorada, mas todas as mulheres do filme têm seu momento de complexidade, de “soltar os espartilhos”, deixar de fingir o riso e expressarem seus reais pensamentos e emoções.

O filme também traz questões históricas muito importantes sobre a situação da mulher naquela época, como a relutância das editoras em publicar livros escritos por mulheres e a necessidade dos finais em que a protagonista mulher “ou casa, ou morre”, como diz o personagem que avalia o livro de Jo March. E também apresenta uma cena que, para mim, é memorável, quando Amy explica para seu atual amigo e futuro esposo Theodore a importância que é um casamento “bem arranjado” para uma mulher, já que esta não poderia trabalhar, ter bens e nem mesmo seus filhos ficariam sobre sua guarda caso houvesse um divórcio.

É um filme de época e nem todos gostam da estética, porém a quantidade de informação social e histórica sobre a situação da mulher em 1800 (e que não mudou muito na prática, nos dias de hoje) achei extremamente relevante e por isso essa é minha dica de filme especial do Mês da Mulher.

Deixo abaixo o trecho que mencionei sobre Amy.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *