Esses dias estava relendo alguns dos meus textos (1, 2, 3 e 4) e pensando em como a vida se encarrega de levar ou trazer as pessoas certas para os nossos caminhos. Em resumo, pessoas com boas ações são raras, mas pessoas de bom coração são mais raras ainda. Sou grata por aquelas que, genuinamente, continuaram ao meu lado desde o começo de minha jornada. E isso tudo me fez lembrar também do poema “Amor Próprio” que tenho no meu livro “Sobre o Amor” (2021). Amor-PróprioE seja seu dizerSim, simNão, nãoPorque o mais difícil não é agradarÉ estar em paz com o que se fazÉ dormir e acordar sem o pesarDe se autoenganar sem razãoPorque, em verdade, o tempo passaE não há maior alívioDo que saber queApesar de todas as companhiasVocê sempre estará consigoE por não largar da própria mãoAprende a segurar melhor a do irmãoAté expandir De Eros à ÁgapePor finalmente entenderQue não há amor pelo outroSe antes não houver amor por si
Author: Carollina da Costa Barbosa
No fim, a rede social é uma ilusão
Depois do que me aconteceu em 2023 — e sabe-se lá por quanto tempo já estava acontecendo —, muito da minha postura nos espaços virtuais mudou. A mudança foi tanta que uma dissertação de mestrado surgiu no meio disso tudo. Três anos depois eu confirmo: foi mesmo um caminho sem volta. Ao observar professores e estudiosos da minha área, percebi que eles não dão qualquer ênfase à esses espaços senão para uso pessoal. Um ou outro divulga seus trabalhos, mas nem de longe é o centro de suas atenções. Isso me fez refletir sobre como cheguei até aqui, onde estou e o que pretendo fazer depois. Eu existo nesses espaços para assegurar minha presença virtual, e continuo vendo hoje o mesmo comportamento que eu vi naquela época e relatei em minhas pesquisas:interações mediadas por interesses específicos, em que a aparente união disfarçava rivalidades e instrumentalizações (p.52). Observo que é um padrão de comportamento extremamente comum nos usuários desses espaços. Nada vai mudar e, ao meu ver, as atualizações das redes tendem a aumentar o afastamento humano entre seus usuários. Meros instrumentos foi o que nos tornamos ali. Dedico ao meu site e minhas atividades offline a maior parte do meu tempo, e o pouco que participo do universo online será para reiterar o offline da forma mais segura possível.
De vítima à assassina: uma narrativa de subjugação da mulher através da personagem “Angel” da novela “Verdades Secretas”
Já está disponível meu texto “De vítima à assassina: uma narrativa de subjugação da mulher através da personagem Angel da novela Verdades Secretas” publicado na coletânea Estudos Narrativos a Respeito de Produtos Culturais pela Editora Bagai. Leia aqui
A “criança estranha”
Ao crescer, ouvia de alguns adultos com os quais era obrigada a conviver que eu era uma “criança estranha” porque não era “simpática o suficiente” e não “jogava conversa fora”. Bom, ser uma “criança estranha” foi a melhor escolha que fiz pela saúde mental da minha vida adulta! Hoje, após completar 30 voltas ao redor do sol, digo com segurança que não me perdi de mim mesma nessa jornada, que não floresceu em mim nada que já não estava em mim de alguma forma. Afinal, não é possível colocar para fora algo que não está do lado de dentro. Se eu pudesse voltar no tempo, seria mais estranha ainda pois nada nunca me interessou dos “normais”. Por essas e outras, compartilho aqui meu poema “Criança Estranha”, que faz parte do meu livro O Singular do Dual (2024). Criança EstranhaHavia uma criançaque adulto nenhum conseguia entenderse não fosse professorHavia uma criançaque só amava seus paise tolerava todo o restoque eles toleravam tambémHavia uma criançaque aprendendeu os códigosdo narcisismo e do fútilmuito cedoe guardou cada umcomo o corpo guarda o virus de uma vacinaHavia uma criançasilenciada na vozmas solta na palavraque fez do papel e do lápisseus melhores amigosÀs voltas do tempohá uma pessoa adultacercada de professores, autoresque baniu atorese a única voz que escutaé a de seus paise seu eu-criança
Aos meus pais, do livro “Variados Poemas” (2022)
Se sou quem eu sou e estou onde estou, houve antes quem abrisse caminhos, arasse a terra, fertilizasse as ideias e fornecesse estrutura para o crescimento. Do meu pai herdei os silêncios mais profundos que já conheci e a poética que, de maneira silenciosa, traça meus caminhos. Herdei a música, a escrita e uma mente que corta seu próprio silêncio com lâminas de luar. Da minha mãe herdei a liberdade compartilhada, pois, como já disse Beauvoir, “Querer ser livre é também querer livres os outros”. Herdei uma liberdade que não se restringe ao corpo nem à geografia, que prefere uma consciência tranquila, um coração pacífico e uma alma leve. Aos meus pais e aos pais deles, dediquei o poema “Ancestrais” que está presente no meu livro “Variados Poemas” (2022) AncestraisQuando a dor é grandeE não se sabe lidarNem se tem instrução para falarNão sofreram só aquelesQue tiveram seus cantos ouvidosMas também os silenciadosA ponto de entenderemComo ancestraisApenas seus próprios paisMas quem sabeQuem vem depoisNão deveria tentar destrancarO passadoDado por acabado
Janeiro Branco – Sobre Saúde Mental
A Prefeitura da Estância Turística de Tupã publicou em seu Facebook em 19/01/2024 um excelente vídeo sobre a importância de darmos atenção aos detalhes que mostram a necessidade dos cuidados com nossa saúde mental. De fato nossos hábitos diários e nosso círculo social afetam diretamente a qualidade da nossa saúde mental. No entanto, ressalto que, em hipótese alguma qualquer leitura, conversa nem tratamentos de medicina natural ou holística substituem a necessidade de um profissional de psicologia ou mesmo psiquiatria para o acompanhamento de cuidados graves. É essencial buscar apoio de profissionais de saúde de sua confiança para que, junto com todas as outras ferramentas de autocuidado, se alcance uma vida mais estável e saudável. O equilíbrio pode não ser perfeito, e não há nada de errado nisso. Apenas não desista de si mesmo.
XIX JED – Jornada de Estudos do Discurso
Resumo: A presente comunicação constitui um recorte analítico de minha dissertação de mestrado intitulada A Escrita como Ferramenta de (Re)construção de Narrativas Pessoais: Uma análise da construção do Percurso de Escrita de Lizzy e Donna, Escritoras Brasileiras Participantes de um Coletivo Virtual, dedicada a investigar a escrita como prática de (re)construção identitária e expressão pessoal contextualizada em ambientes virtuais no período da pandemia de COVID-19. Nesta comunicação, concentro-me em excertos das entrevistas narrativas realizadas com Lizzy e Donna a fim de compreender como as emoções se manifestam em seus discursos à luz da filosofia da linguagem do Círculo de Bakhtin. A partir dos conceitos de dialogismo, heteroglossia, exotopia e da dimensão axiológica do enunciado, analiso de que modo afetos configuram-se como posicionamentos valorativos e responsivos, em diálogo com vozes sociais mais amplas, à autoria em ambientes digitais e à histórica marginalização da escrita feminina. A análise evidencia que tais emoções instauram um diálogo entre a esfera subjetiva e as vozes sociais, configurando-se como atos discursivos e ideológicos que possibilitam resistência, ressignificação de si e legitimação autoral. Leia aqui a programação completa
Autocura com Autoconhecimento
©2022 Curando, Curado, Curar: Reflexões de uma incessante estudante de Terapias Holísticas é um livro de reflexões pessoais que desenvolvi ao longo dos anos estudando não só terapias florais, mas também fazendo diversos outros cursos, workshops e leituras, além de uma inesgotável jornada de autoconhecimento. “Este livro surgiu através do pedido de pessoas queridas que gostariam de ter meus textos terapêuticos em mãos para lerem quando e onde quisesse, sem depender de smartphone, computador ou internet. Decidi atender ao pedido com o mesmo carinho com o qual ele me foi feito e desejando que mais pessoas possam, através dele, se interessar para descobrir mais sobre suas emoções, inquietações e, acima de tudo, sobre si mesmas”. Compre aqui a versão e-book Compre aqui a versão física
Meu livro “Contos e Outras Histórias” está com as vendas suspensas por tempo INDETERMINADO
Em 2023 publiquei, juntamente com meu livro Curando, Curado, Curar, meu primeiro livro de contos intitulado Contos e Outras Histórias de forma autônoma. Poucos meses depois, suspendi as vendas físicas e digitais do livro a fim de revisar e editar novamente com novas parcerias. Venho esclarecer e destacar que não mantenho nenhum vínculo com parcerias anteriores, deste ou de qualquer outro projeto/publicação semelhante.
Revista The Especialist: A Virada Afetiva na Linguística Aplicada
Já está disponível meu artigo “Emoções e escrita: a escrita como uma ferramenta catártica e transformadora de narrativas pessoais” publicado na revista The Especialist em parceria com meu orientador William Soares dos Santos. Nele analiso um trecho da minha entrevista com Lizzy durante o processo de escrita da minha dissertação de Mestrado. Leia aqui Resumo: Este artigo visa investigar o uso da escrita como uma ferramenta catártica, que possibilita a transformação de narrativas pessoais por meio de sua prática regular. A ressignificação de memórias através de narrativas repetidas desempenha um papel fundamental na construção e reconstrução das identidades individuais e coletivas. A fundamentação teórica deste estudo apoia-se nos estudos narrativos de Labov (1972), Polkinghorne (1988), Mishler (1991; 2002), Järvinen (2004) e Santos (2022), além da teoria do dialogismo, conforme apresentada por Holquist (1990) a partir do Círculo de Bakhtin.As interrelações entre arte, emoções, catarse aristotélica e a criação narrativa advinda da prática escrita são analisadas à luz das teorias de Spinoza (1667; 2009), Vigotsky (2001), Chauí (2002), Smyth & Nazarian (2007) e Faria, Dias & Camargo (2019). Veloso e Busarello (2018) sublinham a importância dos afetos e emoções na pesquisa acadêmica e seu impacto na práxis social, enquanto Knowles, Wearing & Campos (2011) e Smyth & Nazarian (2007) oferecem definições e discutem os efeitos da escrita expressiva. A análise inclui uma entrevista com uma escritora durante o processo de criação de uma obra de ficção, com o objetivo de investigar como a prática escrita contribui para o equilíbrio mental e emocional, bem como para a construção e ressignificação de suas narrativas pessoais. Palavras-chave: Estudos Narrativos; Emoções; Escrita; Catarse; Narrativas Pessoais.
O Singular do Dual em “Fórum Global de Humanidades Digitais e Linguagens”
É com alegria que compartilho o vídeo promocional do evento acadêmico “Fórum Global de Humanidades Digitais e Linguagens” no qual meu livro de poemas O Singular do Dual foi divulgado ao lado de outras publicações imperdíveis.
“A Escrita como Ferramenta de (Re)construção de Narrativas Pessoais: Uma análise da construção do Percurso de Escrita de Lizzy e Donna, Escritoras Brasileiras Participantes de um Coletivo Virtual”
©Este trabalho está sob a proteção da Lei de Direitos Autorais n° 9.610, reservado à autora e à instituição a qual este trabalho está vinculado. Em março desse ano completei 10 anos de UFRJ. Desde minha graduação até a finalização do meu mestrado, sempre me senti ouvida, vista, respeitada e até mesmo corrigida de formas que só me fizeram querer estar cada vez mais ali e ter a certeza de que é sim o meu lugar, ao contrário do que sempre ouvi quando caminhava longe de seus portões. Celebro esses 10 anos da melhor forma: com a publicação de uma dissertação que quase não nasceu e, até mesmo pelas dificuldades da jornada, me é tão cara. Que me venham mais 10 anos de UFRJ, com muitos aprendizados e crescimento! Minha dissertação de mestrado está disponível na Base Minerva da UFRJ, com acesso público e gratuito. RESUMO: O presente trabalho explora a prática da escrita como ferramenta de construção de identidade e expressão pessoal, com ênfase no contexto das redes sociais e da pandemia de COVID-19 a partir da análise de duas entrevistas narrativas semiestruturadas com escritoras parcialmente anônimas que conheci em coletivos virtuais e com as quais desenvolvi afinidades devido às experiências que compartilhamos nesses espaços. A pesquisa busca compreender como a prática escrita contribui para a construção e reconstrução da identidade de escritoras, abordando a relação entre narrativas pessoais e autoconhecimento. Os objetivos específicos desta pesquisa consistem em examinar as narrativas das participantes a respeito de seus processos de escrita, investigando de que maneira essas vivências configuram suas identidades enquanto escritoras; explorar a escrita como instrumento de catarse e analisar sua influência no contexto da pandemia de COVID-19, incluindo os impactos do ambiente digital na prática literária, além de discutir a concepção de autoria e suas definições. Minha proximidade crítica sendo escritora, atual amiga das entrevistadas e pesquisadora dialoga com a proposta de uma pesquisa voltada para o campo da Linguística Aplicada Crítica. As considerações finais desta pesquisa evidenciam a possibilidade do uso da escrita para fins distintos da educação formal, destacando seu papel na construção identitária e na expressão individual; além de ressaltar a necessidade dos usuários das redes sociais se responsabilizarem pelo conteúdo que compartilham, especialmente no que diz respeito a autoria dos conteúdos. ©Este trabalho está sob a proteção da Lei de Direitos Autorais n° 9.610, reservado à autora e à instituição a qual este trabalho está vinculado.
31/03
Em 2013 iniciei minha jornada de meditação que se tornou uma prática diária. Em 2017 iniciei meus estudos de Terapias Holísticas através dos Florais de Bach. Fiz atendimentos terapêuticos presenciais e online até 2019, quando entendi que infelizmente a grande maioria das pessoas prefere reclamar e se medicar com pílulas diversas ao invés de partir em uma jornada transformadora de hábitos através do autoconhecimento e, consequentemente, da autocura. Jamais devemos negligenciar os cuidados regulares da medicina alopática, mas nem tudo é sanado por ela. Florais, terapia com cristais, cores, plantas, aromas… são tantos os estudos terapêuticos que fiz e faço que, mesmo trocando o consultório pela sala de aula, digo com segurança que minha jornada como terapeuta é mais intensa no dia a dia do que jamais fora em qualquer atendimento. Colocar em prática, principalmente em si mesmo, tudo que se aprende na teoria não é um trabalho de poucos dias. Na busca por ter cada vez mais clareza sobre nossos caminhos, percebemos que tudo o que nos cerca não passa de meros espelhos para conhecermos cada vez mais a nós mesmos 31 de março – dia do Terapeuta Holístico
Novidade: “30 Dias 30 Poemas” e “Sobre o Amor”
Agora meus e-books “30 Dias 30 Poemas” (2021) e “Sobre o Amor” (2021) ganharam uma versão física pela UICLAP em formato de bolso para você levar para onde quiser! Adquira o seu exemplar em https://uiclap.bio/barbosacarollina
Lançamento: O Singular do Dual, 2ª edição
Lançado em 2018 de forma independente e fora de circulação desde novembro de 2023, meu primogênito O Singular Do Dual volta para minhas mãos através da Editora Viseu para um lançamento nacional e internacional, renovado e mais alinhado em si mesmo e com seu propósito. “Neste livro de poemas escritos em inglês e português, Carollina retrata a dualidade — ou a multiplicidade — de um universo interior tão humano quanto mágico através dos detalhes simples da vida cotidiana. A singularidade do olhar da autora para a natureza é um aspecto fundamental de sua obra, principalmente a natureza da psique humana.” Veja abaixo a lista de lojas onde você pode adquirir o seu exemplar: AmazonBRAmazon USAAmericanasBarnes & Noble (EUA)Wook (Portugal).Google LivrosKoboUmLivroEstante VirtualAppleBRAppleUSAbol.de








