Depois do que me aconteceu em 2023 — e sabe-se lá por quanto tempo já estava acontecendo —, muito da minha postura nos espaços virtuais mudou. A mudança foi tanta que uma dissertação de mestrado surgiu no meio disso tudo. Três anos depois eu confirmo: foi mesmo um caminho sem volta.
Ao observar professores e estudiosos da minha área, percebi que eles não dão qualquer ênfase à esses espaços senão para uso pessoal. Um ou outro divulga seus trabalhos, mas nem de longe é o centro de suas atenções. Isso me fez refletir sobre como cheguei até aqui, onde estou e o que pretendo fazer depois.
Eu existo nesses espaços para assegurar minha presença virtual, e continuo vendo hoje o mesmo comportamento que eu vi naquela época e relatei em minhas pesquisas:interações mediadas por interesses específicos, em que a aparente união disfarçava rivalidades e instrumentalizações (p.52). Observo que é um padrão de comportamento extremamente comum nos usuários desses espaços.
Nada vai mudar e, ao meu ver, as atualizações das redes tendem a aumentar o afastamento humano entre seus usuários. Meros instrumentos foi o que nos tornamos ali.
Dedico ao meu site e minhas atividades offline a maior parte do meu tempo, e o pouco que participo do universo online será para reiterar o offline da forma mais segura possível.
