Revisão do livro “Minha maternidade atípica”, de Isabele Muniz Corradini
Minha primeira revisão de um livro completo não podia ser mais emocionante! Neste livro, Isabel narra os desafios e bênçãos de sua história como mãe de uma menina especial. É uma narrativa sobre (auto)transformação e muito, mas muito amor! Fico imensamente feliz de saber que fiz parte desse belo projeto! Clique aqui para adquirir seu exemplar
Pausa nas postagens

ATUALIZADO 13/08/2023: Agora todos os meus textos disponíveis online (no meu site, no Feminário Conexões e outros espaços) estão registrados sob a Lei de Direitos Autorais nº 9.610. Qualquer uso sem meu consentimento ou menção sem referência não é permitido. Queridos/as/es, Nos últimos tempos tenho passado por situações desagradáveis envolvendo a divulgação das minhas lives, textos e produções públicas online. Está cada vez mais frustrante divulgar textos, pensamentos, ideias e conexões e ver “versões” desse conteúdo serem absorvidas por terceiros sem nenhuma referência à fonte de suas ideias. Pode não ser plágio descarado, mas para quem compartilha conteúdo com autenticidade é frustrante e desgastante. Por essa razão, estou dando uma pausa no compartilhamento de textos e ideias nas redes sociais e no meu site para focar na escrita e publicação oficial dos meus livros e da minha pesquisa, que são espaços de fato seguros nos quais a autoria não pode ser ignorada. Obrigada a todos/as/es que me acompanham e de fato torcem por mim. Seguimos juntos/as/es! Com carinho e respeito, Carollina Barbosa
O que faz um profissional de Letras?

Nós podemos trabalhar em diversas frentes: Em qualquer área profissional, é normal que tenhamos um foco específico, mas isso não exclui as outras possibilidades de trabalho que sua área oferece. Sendo assim, sempre busco valorizar o meu serviço e o dos outros, honrando todo tempo de estudo e dedicação para saber o que sabemos e chegar onde estamos. Não aceito dar de graça o que é o meu ganha pão e muito menos troco “amizade” por serviços. Acredito que uma amizade sincera fará questão de prestigiar o meu/seu trabalho. Tem uma frase de Cacilda Becker que me inspira muito para manter essa postura, pois com certeza ela não seria quem foi se não respeitasse o valor do seu trabalho. “Não me peça para dar de graça a única coisa que tenho para vender.” *imagens e montagens autorais
Crônica: Infância

©Texto autoral. Todos os direitos reservados Esses dias cruzei com um meme de internet que dizia “Nunca foi timidez, sempre foi falta de interesse” e, com um sorriso meio de lado meio debochado, fui levada às minhas memórias de infância. Sempre fui classificada como uma menina muito tímida, embora vez ou outra fosse respondona (ou insubmissa, como preferir). Até tive um pai rigoroso, mas também nunca fui atraída por festanças — se assim fosse, teria dado meu jeito de ir em muitas. Sempre fui atraída pelos livros e muito questionadora. A escola sempre foi meu sétimo céu e os professores, os adultos que eu mais admirava. Nunca vou esquecer de um professor que fez a turma toda ficar em silêncio só para eu fazer uma pergunta porque eu raramente fazia perguntas na aula dele. Lembro de conhecidos que diziam para os meus pais e cuidadores que eu era “estranha” e “devia socializar mais” e como eles se preocupavam com isso. Não queriam que eu me sentisse excluída. O que não entendiam é que eu me excluía por vontade própria. Achava a maior parte das pessoas a minha volta vazias. Adultos inclusos. Uma mistura dos Inocentes do Leblon de Drummond com uma miopia estranha de não olhar o que vai além da ponta do próprio nariz. Não os culpo, veja bem, apenas reproduziam o que socialmente absorveram: a necessidade de caber em caixas. Vestiam suas fantasias como em um eterno carnaval e queriam que eu escolhesse a minha, e esta incluía: falar com quem eu não gostava, bajular quem eu não admirava, rir do que eu não achava graça, me cercar de pessoas que não me significavam nada. Essa fantasia nunca me coube, sempre foi apertada demais. Quando eu era criança eu gritava e esperneava, depois de alfabetizada fiz das folhas em branco e dos livros escritos minha segunda casa. Como sou grata aos meus pais e cuidadores pela paciência que tiveram! Não me podaram, direcionaram. A vida foi passando, fui estudando e encontrando meus iguais. Hoje, mestranda em universidade federal, escritora publicada e professora, olho para trás e sorrio um sorriso largo, uma risada gorda de satisfação por nunca ter me encaixado em lugar nenhum. Só assim pude descobrir o caminho ao qual eu já pertencia. Há quem hoje em dia, ao ver minhas lives e saber da profissão que escolhi — professor fala pelos cotovelos, não tem jeito — , diga que “mudei muito” e “estou melhor”. É, algumas pessoas serão eternamente inocentes, mesmo não estando no Leblon. Nunca foi timidez, sempre foi falta de interesse. E hoje, em muitos, muitos casos, ainda é. fotos de alguns escritos da minha infância
Resenha em vídeo: Das Tarefas Domésticas, de Paula Quintão

Nesse livro, Paula nos apresenta o invisível por trás do invisível, ou como ela diz “o rio que corre embaixo do rio” das tarefas domésticas. Muitas vezes invisibilizadas e até rejeitadas por outras mulheres, as tarefas domésticas são pilares que nos possibilitam manter certa ordem dentro e fora de nós, além de nos abrir para uma conexão mais sutil com a ancestralidade das mulheres da nossa família. Ao enxergarmos a importância dessas tarefas, também enxergamos a importância dessas mulheres e trazemos suas memórias para perto de nós, dentro de nós. É a casa como um lugar sagrado, o sagrado no dia a dia, nos pequenos detalhes — porém não tão pequenos — do nosso interior que permite nosso exterior existir. Acompanhe Paula Quintão: Instagram Site YouTube
Resenha em vídeo: Wabi Sabi, de Beth Kempton

Clique e assista minha resenha em vídeo sobre o livro Wabi Sabi, de Beth Kempton. Já deixo adiantado o quanto adorei e recomendo a leitura!
Dica de filme: O Dilema das Redes

Tão bom quanto compartilhar dicas de livros através das resenhas que faço, é compartilhar também o que assisto. Resolvi estrear aqui no site um novo quadro de Dicas de Filmes, mas também me sinto livre para indicar séries e até mesmo canais do YouTube, se assim eu desejar. Serão dicas informais, apenas baseadas no meu gosto e no que eu achar relevante. Espero que gostem! O Dilema das Redes Já vi esse documentário umas três vezes, duas sozinha e a terceira com uma turma de alunos meus. O filme é um documentário que mostra como funcionam as redes sociais, em especial tudo que envolve o funcionamento dos algoritmos e a monetização de conteúdo e anúncios. Ex-funcionários de empresas como Twitter, Google, Facebook e Instagram (atual Meta) que trabalharam na parte de programação e criação de algoritmo para essas empresas falam sobre como começaram com essas criações e o que foi acontecendo após esses novos recursos serem criados. Em resumo, os algoritmos têm vida própria e prender a atenção do usuário pelo máximo de tempo possível nessas plataformas passou a ter grande valor comercial, o que deu origem a monetização de anúncios em larga escala. Um dos entrevistados afirma “se você não está pagando pelo produto, há grandes chances que você seja o produto”, ou, no caso, sua atenção. O documentário fala também da forma distorcida que as redes sociais influenciam as pessoas e as sociedades, a ponto de influenciarem eleições presidenciais. Ele narra o impacto do micro para o macro, do universo interno de crenças de uma adolescente em relação a sua aparência até às fake news que impactaram diversas decisões políticas ao redor do mundo. Aproveitando o tempo de férias, indico esse documentário a todos que são ativos nas redes sociais. Não para que tenham horror a elas ou deixem de utilizá-las, mas para que não as utilizem com olhares inocentes como se fossem simples plataformas de socialização online. As redes sociais são espaços públicos, tão públicos quanto andar na rua — talvez nelas estejamos até mais expostos — e acredito que precisamos ter consciência disso e de como elas funcionam para desfrutarmos desses espaços com sabedoria.
Resenha: “De Repente, Natal”, de Luana Schrader

Em De repente, Natal, Luana Schrader — autora dos romances Serendipity e Fios do Destino — estreia com sua primeira coletânea de contos natalinos, trazendo para o leitor um pouco da atmosfera mágica do natal em quatro histórias de contextos e personagens distintos. No conto Chalé para dois, a autora apresenta a história dos colegas de escritório Melanie Abrams e Ethan Archibald, dois personagens avessos ao natal e que não se dão muito bem. No entanto, ao se verem forçados a compartilhar a companhia um do outro desde o voo para fugirem do natal de Noa Iorque até a estadia dos chalés de inverno, descobrem que podem apreciar a companhia um do outro muito mais do que imaginavam. Em Surpresa de Natal, Olive encontra um filhote de cachorro abandonado amarrado em um poste numa bela e fria manhã londrina enquanto estava presa em um engarrafamento. Ao socorrê-lo, encontra Henry, um veterinário que também iria socorrer o animalzinho. Ao ver que Olive iria adotá-lo, Henry se oferece para examiná-lo o quanto antes e ambos descobrem que podem ter muito mais coisas em comum além do seu amor pelos animais. Entre cigarros e croissants, um beijo de Natal conta a história da portuguesa Catarina que decide tirar umas férias da sua vida indo passar o natal sozinha em Paris. Desde seu desembarque, seus caminhos têm cruzado com os do francês Gustave, que mora em Lyon e estava apenas de passagem por Paris. Dois desconhecidos que sabiam pouco mais do que os nomes um do outro, mas decidiram dar uma chance ao destino e às surpresas do natal parisiense, mesmo que a magia não dure para sempre. Por fim, Um presente de Natal apresenta a história de Sofia que, após o difícil fim de um longo relacionamento amoroso, é premiada com uma viajem à cidade de Gramado com tudo pago no estilo da Fantástica Fábrica de Chocolate. Durante a viagem ela conhece Odete, que com sua história de vida irá transformar magicamente o rumo da vida de Sofia. São histórias ao mesmo tempo mágicas e humanas. Quatro contos curtos de leitura leve e fluida que nos mostram, acima de tudo, que a magia do natal está dentro de nós, apenas precisamos nos permitir vivê-la. Indico esse livro para todos que gostam de histórias natalinas e querem se sentir ainda mais envolvidos por essa atmosfera nesse final de ano. Clique aqui para conhecer e adquirir os livros da autora
Resenha: Fios do Destino, de Luana Schrader

Em seu segundo romance, Luana Schrader — autora do romance Serendipity — apresenta a personagem Marianna voltando para sua cidade de Alvorecer do Sul (cidade fictícia localizada no interior do sul do Brasil) 12 anos após tentar fugir do que vivera por lá. Tendo que dar adeus à sua antiga vida na Itália por conta de um trágico acidente do qual foi uma das poucas sobreviventes, Marianna volta ao Brasil para resolver pendências acumuladas do falecimento de sua avó e se depara com uma nova vida “pronta” para ser vivida. Sem conseguir dar conta do recente acidente que passou, e muito menos dos problemas mal resolvidos que começam a ressurgir logo que chega em sua cidade natal, Marianna diz a si mesma que é melhor “seguir o fluxo” dos dias até terminar de resolver as pendências de falecimento o quanto antes e poder voltar para a Itália e recomeçar por lá. No entanto, a viagem que era para ser uma breve passagem passa a ser cada vez mais prolongada, à medida que retoma o contato com seus amigos e conhecidos de infância da antiga cidade e, claro, com as mágoas guardadas de um relacionamento interrompido por ela anos atrás. Há muitos desdobramentos e reviravoltas ao longo da história, sendo Marianna e Afonso os personagens e casais mais intensos — de todas as formas possíveis. O romance é narrado em primeira pessoa e o universo interno de Marianna é o grande protagonista da história. Conflitos entre um passado trágico, presente ameno e futuro incerto fazem a personagem oscilar entre seus medos e desejos, mas, por fim, sempre tomando suas decisões buscando honrar sua liberdade e a chance que a vida lhe deu de recomeçar. A atmosfera mágica que dá nome ao livro fica por conta das expressões da natureza e das manifestações do cotidiano que se desdobra para Marianna quando ela decide viver um dia por vez. Desde a lenda chinesa Akai Ito, que fala sobre um fio vermelho que conecta pessoas e corações, até a onipresença de sua querida avó, a sutileza das sincronicidades reforçam, para a personagem, a importância de fazer valer seu renascimento em vida seguindo em frente, fazendo as pazes com seu passado e escolhendo os melhores caminhos para continuar realizando seus sonhos. De escrita fluída e rica em detalhes, Fios do Destino é uma leitura leve, porém com cenas de acidentes, aborto e abandono que podem ser gatilhos para alguns leitores, então é importante deixar clara essa informação. No que diz respeito ao design do livro, o Faraglioni da ilha italiana de Capri é a imagem que ilustra a capa, o início de cada uma das 4 partes da história, o epílogo e é também um dos cenários principais da história, ao lado de Alvorecer do Sul. O tamanho da fonte é confortável para os olhos e a divisão das cenas é marcada com uma pequena ilustração de avião, o que facilita a leitura dos capítulos longos e não nos deixa com aquela agonia de “preciso terminar o capítulo de qualquer jeito”, já que podemos parar em qualquer parte sem nos perdermos. Indico Fios do Destino para quem gosta de romances românticos, mas nem tanto, e quem gosta de ler com a sensação de que está vendo um filme. Cheiros, texturas, cores, sabores… Um tipo de escrita que também está presente no romance de estreia da Luana, Serendipity, e que faz o leitor mergulhar na história como quem mergulha nas águas de Capri.
Resenha: A casa do Escritor, de Vera Lúcia M. Carvalho

Como leitora, acredito que podemos apreciar diversos tipos de leitura pelos mais diversos motivos e todos contribuírem com nossa bagagem de leitores e, porque não, também com a nossa bagagem pessoal. O livro “A casa do Escritor” é um romance espírita escrito por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho publicado em 1993. Embora seja um gênero que eu não fale muito por aqui, leio e decidi compartilhar uma resenha sobre a obra. Ditado por Patrícia, o livro narra a trajetória da moça pelas diversas escolas e casas de estudo das realidades espirituais que ela visita. Acompanhada por amigos de longa data, Patrícia visita A Casa do Escritor, uma escola de estudos sobre psicografia para desencarnados que se localiza em uma colônia brasileira. Nesta escola, os desencarnados desenvolvem suas habilidades na comunicação escrita a fim de conseguirem transmitir mensagens aos encarnados através da transmissão de pensamento e psicografia de forma não violenta e benéfica para os dois lados, visto que estas duas habilidades podem ser utilizadas por qualquer desencarnado, de forma construtiva ou destrutiva. Da mesma autora de “Vivendo no mundo dos espíritos” e “Violetas na janela” (traduzido para três idiomas), este livro é escrito em linguagem clara e acessível, porém mais voltado para um público que tenha conhecimento sobre o Kardecismo, por utilizar alguns termos próprios deste estudo/doutrina. No entanto, mesmo quem nunca teve contato com esse conhecimento entenderá a história sem dificuldades. Os romances espíritas não são voltados para a estética literária como estamos acostumados a analisar, então este é um livro que indico apenas para quem gosta do gênero e, com base em suas crenças, tem curiosidade sobre como seria a relação entre a espiritualidade e a escrita.
Resenha: Serendipity, de Luana Schrader

Serendipity, romance de estreia de Luana Schrader, conta a história da romancista brasileira Louise comprando uma passagem só de ida para Paris em busca de uma nova história e também de se refazer de um passado doloroso. Lá ela faz novas amizades e conhece Nicolas, que desde o início já se torna uma pessoa muito mais importante do que ela esperava. Cheio de altos e baixos mas com final feliz, Serendipity é o tipo de história que te prende do início ao fim, sempre tendo o amor como fundo de seus acontecimentos. Li a versão ebook Kindle de 151 páginas, mas pouco tempo depois comprei minha versão física autografada porque né?! 📚🥰📚 O livro possui as indicações de cada capítulo em letras grandes e desenhadas, além de uma frase de destaque para provocar a curiosidade do leitor. As letras do texto em si são adaptáveis no dispositivo. A linguagem é fluída e cada cena é narrada como se fosse uma cena de filme, sem faltas nem excessos de descrição. As ilustrações de capa e contracapa são belíssimas e nos transportam diretamente para a história. História leve e divertida, mas ao mesmo tempo com seus momentos de tensão, o romance de Luana Schrader é uma ótima pedida para quem gosta de livros que te fazem mergulhar na história quase como um observador onisciente.
Foto Histórica – Escritoras do RJ – 12/06/2022

Foto histórica de escritoras cariocas no TMRJ: eu fui ❤️📚E foi cheio! Foi lindo!12/06/2022 Veja aqui um pedacinho do evento Veja minha entrevista para o canal da Cristiane Oliveira Veja aqui a matéria do jornal O Globo sobre o evento (13/06/2022)
Resenha: As origens e comemoração do dia Internacional das Mulheres, de Ana Isabel González

©Todos os direitos reservados Que o dia Internacional da Mulher é um dia simbólico das nossas lutas por direitos isso já entendemos, mas qual é a origem desse dia? Em “As origens e comemoração do dia Internacional das Mulheres” a pesquisadora Ana Isabel González faz um levantamento histórico dos movimentos feministas ao redor do mundo — em especial Europa (Ocidental e Oriental) e Estados Unidos, os grandes centros de luta por direito das mulheres — com o objetivo de rever os acontecimentos “míticos” que marcam esse dia, em especial o incêndio da fábrica têxtil em Nova York, que erroneamente é conhecido como um marco do movimento feminista. O que a autora revela é que, por mais relevante que seja esse e outros acidentes semelhantes, estes são fatos isolados do movimento feminista e da criação do Dia Internacional da Mulher. Segundo as pesquisas de González, o movimento feminista surgiu simultaneamente nos EUA, França, Inglaterra e Rússia, já dividido entre o feminismo burguês e o operário. Apesar das diferenças, a luta pelo sufrágio — o direito ao voto — foi o que uniu essas duas correntes por um bom tempo. A Rússia segue um calendário diferente do ocidental, então o “8 de março” surgiu no ocidente, pois lá era outra data. Inclusive, existiram diversas datas para marcar esse dia de luta de direitos até que o 8 de março fosse estabelecido. Acredito que conhecer o passado é importante para compreender o presente e construir um futuro melhor ou, no mínimo, diferente. Todos os fatos apresentados são muito esclarecedores e interessantes de se pensar. Apesar de teórico, o livro tem uma linguagem fluida e não senti dificuldades com a leitura. Talvez quem não esteja familiarizado com o tema sinta alguma dificuldade para acompanhar a ordem das informações, que nem sempre estão em ordem cronológica. No fim do livro a autora disponibiliza uma lista da bibliografia utilizada, anexo com 5 textos mencionados ao longo do livro e uma lista de siglas e instituições também mencionadas em sua pesquisa. As origens e comemoração do dia Internacional das Mulheres é um livro que indico para qualquer pessoa que queira se esclarecer sobre as origens dos movimentos feministas e sobre os direitos que lutamos continuamente para manter. “Nem na família, nem no âmbito público eu tinha ouvido falar sobre toda dor que a mulher deve suportar.” Ottilie Baader, apud González, p.53.
11ª SIAc – UFRJ

Nesta sessão eu apresento minha pesquisa acerca da influência dos jogos do tipo MMORPG no desenvolvimento da oralidade de alunos brasileiros estudantes de inglês como língua estrangeira em sala de aula. Principais referências bibliográficas: GEE, James Paul. What Video Games Have to Teach Us about Learning and Literacy. Palgrave Macmillan, 2003. FADEL, Luciane Maria et al. Gamificação na Educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2014. MALONE, Susan. Theories and research of second language acquisition. SIL International. Bangkok, 2012.
Resenha: Os Quatro Compromissos, de Don Miguel Ruiz

(Resenha de 2020) Eu tinha preparado uma outra resenha para meados desse mês, porém com a questão do Setembro Amarelo resolvi dar prioridade para um tema mais terapêutico. Don Miguel Ruiz é um instrutor de tratamentos terapêuticos baseados no antigo xamanismo Tolteca, do qual sua família é descendente (seu avô é um xamã nagal e sua mãe uma curandeira). Antes de seguir o caminho de seus ancestrais, Miguel se formou em medicina e chegou a ser neurocirurgião. Em Os Quatro Compromissos: O Livro da Filosofia Tolteca, o autor apresenta quatro compromissos que são a base da filosofia desse povo que teve sua origem em terras mexicanas. Os quatro compromissos são:1 – Seja impecável com a sua palavra: alinhe o que você sente com o que você diz. Seja verdadeiro.2 – Não leve nada para o lado pessoal: o que é seu é seu, o que é do outro é do outro.3 – Não tire conclusões precipitadas: pergunte, dialogue, fale e escute o outro com atenção.4 – Sempre dê o melhor de si: nem preguiça nem exaustão, dê o seu melhor e tenha sua consciência tranquila. É um livro que eu já li mais de uma vez e recomendo muito. Li antes, durante e depois da minha formação em terapia holística, e não só foi um divisor de águas na forma prática de eu encarar o mundo como também me traz diversas reflexões a cada vez que o leio.A edição da foto é um livro de 100 páginas, com letras confortáveis e pouco mais de um palmo de altura. Ele contém uma breve introdução contextualizando a história dos Toltecas e do Miguel. Embora pequeno, não posso dizer que já absorvi desse livro tudo o que podia — e será que é possível dizer isso de algum livro? 💛🌻