Carollina da Costa Barbosa

Pesquisadora – Professora – Escritora – Revisora – Mestra em Linguística Aplicada

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Resenha: “De Repente, Natal”, de Luana Schrader

Posted on 8 de December de 20228 de December de 2022 by Carollina da Costa Barbosa

Em De repente, Natal, Luana Schrader — autora dos romances Serendipity e Fios do Destino — estreia com sua primeira coletânea de contos natalinos, trazendo para o leitor um pouco da atmosfera mágica do natal em quatro histórias de contextos e personagens distintos. No conto Chalé para dois, a autora apresenta a história dos colegas de escritório Melanie Abrams e Ethan Archibald, dois personagens avessos ao natal e que não se dão muito bem. No entanto, ao se verem forçados a compartilhar a companhia um do outro desde o voo para fugirem do natal de Noa Iorque até a estadia dos chalés de inverno, descobrem que podem apreciar a companhia um do outro muito mais do que imaginavam. Em Surpresa de Natal, Olive encontra um filhote de cachorro abandonado amarrado em um poste numa bela e fria manhã londrina enquanto estava presa em um engarrafamento. Ao socorrê-lo, encontra Henry, um veterinário que também iria socorrer o animalzinho. Ao ver que Olive iria adotá-lo, Henry se oferece para examiná-lo o quanto antes e ambos descobrem que podem ter muito mais coisas em comum além do seu amor pelos animais. Entre cigarros e croissants, um beijo de Natal conta a história da portuguesa Catarina que decide tirar umas férias da sua vida indo passar o natal sozinha em Paris. Desde seu desembarque, seus caminhos têm cruzado com os do francês Gustave, que mora em Lyon e estava apenas de passagem por Paris. Dois desconhecidos que sabiam pouco mais do que os nomes um do outro, mas decidiram dar uma chance ao destino e às surpresas do natal parisiense, mesmo que a magia não dure para sempre. Por fim, Um presente de Natal apresenta a história de Sofia que, após o difícil fim de um longo relacionamento amoroso, é premiada com uma viajem à cidade de Gramado com tudo pago no estilo da Fantástica Fábrica de Chocolate. Durante a viagem ela conhece Odete, que com sua história de vida irá transformar magicamente o rumo da vida de Sofia. São histórias ao mesmo tempo mágicas e humanas. Quatro contos curtos de leitura leve e fluida que nos mostram, acima de tudo, que a magia do natal está dentro de nós, apenas precisamos nos permitir vivê-la. Indico esse livro para todos que gostam de histórias natalinas e querem se sentir ainda mais envolvidos por essa atmosfera nesse final de ano. Clique aqui para conhecer e adquirir os livros da autora

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Resenha: Fios do Destino, de Luana Schrader

Posted on 2 de November de 20222 de November de 2022 by Carollina da Costa Barbosa

Em seu segundo romance, Luana Schrader — autora do romance Serendipity — apresenta a personagem Marianna voltando para sua cidade de Alvorecer do Sul (cidade fictícia localizada no interior do sul do Brasil) 12 anos após tentar fugir do que vivera por lá. Tendo que dar adeus à sua antiga vida na Itália por conta de um trágico acidente do qual foi uma das poucas sobreviventes, Marianna volta ao Brasil para resolver pendências acumuladas do falecimento de sua avó e se depara com uma nova vida “pronta” para ser vivida. Sem conseguir dar conta do recente acidente que passou, e muito menos dos problemas mal resolvidos que começam a ressurgir logo que chega em sua cidade natal, Marianna diz a si mesma que é melhor “seguir o fluxo” dos dias até terminar de resolver as pendências de falecimento o quanto antes e poder voltar para a Itália e recomeçar por lá. No entanto, a viagem que era para ser uma breve passagem passa a ser cada vez mais prolongada, à medida que retoma o contato com seus amigos e conhecidos de infância da antiga cidade e, claro, com as mágoas guardadas de um relacionamento interrompido por ela anos atrás. Há muitos desdobramentos e reviravoltas ao longo da história, sendo Marianna e Afonso os personagens e casais mais intensos — de todas as formas possíveis. O romance é narrado em primeira pessoa e o universo interno de Marianna é o grande protagonista da história. Conflitos entre um passado trágico, presente ameno e futuro incerto fazem a personagem oscilar entre seus medos e desejos, mas, por fim, sempre tomando suas decisões buscando honrar sua liberdade e a chance que a vida lhe deu de recomeçar. A atmosfera mágica que dá nome ao livro fica por conta das expressões da natureza e das manifestações do cotidiano que se desdobra para Marianna quando ela decide viver um dia por vez. Desde a lenda chinesa Akai Ito, que fala sobre um fio vermelho que conecta pessoas e corações, até a onipresença de sua querida avó, a sutileza das sincronicidades reforçam, para a personagem, a importância de fazer valer seu renascimento em vida seguindo em frente, fazendo as pazes com seu passado e escolhendo os melhores caminhos para continuar realizando seus sonhos. De escrita fluída e rica em detalhes, Fios do Destino é uma leitura leve, porém com cenas de acidentes, aborto e abandono que podem ser gatilhos para alguns leitores, então é importante deixar clara essa informação. No que diz respeito ao design do livro, o Faraglioni da ilha italiana de Capri é a imagem que ilustra a capa, o início de cada uma das 4 partes da história, o epílogo e é também um dos cenários principais da história, ao lado de Alvorecer do Sul. O tamanho da fonte é confortável para os olhos e a divisão das cenas é marcada com uma pequena ilustração de avião, o que facilita a leitura dos capítulos longos e não nos deixa com aquela agonia de “preciso terminar o capítulo de qualquer jeito”, já que podemos parar em qualquer parte sem nos perdermos. Indico Fios do Destino para quem gosta de romances românticos, mas nem tanto, e quem gosta de ler com a sensação de que está vendo um filme. Cheiros, texturas, cores, sabores… Um tipo de escrita que também está presente no romance de estreia da Luana, Serendipity, e que faz o leitor mergulhar na história como quem mergulha nas águas de Capri.

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Reflexologia – a saúde das mãos e dos pés é também a saúde do corpo

Posted on 22 de September de 202230 de September de 2025 by carollinaterapeuta

A visão de saúde nas terapias holísticas e naturais é uma integração entre corpo, mente e emoções do indivíduo e sua relação com os ambientes e pessoas ao seu redor — e também a alma, para aqueles que acreditam. Dessa forma, também entendemos que a saúde de uma parte do corpo afeta o funcionamento do corpo inteiro, em maior ou menor grau. Nesse post falarei um pouco sobre o que é Reflexologia e como esse tipo de tratamento é benéfico para nossa saúde. O que é Reflexologia? A Reflexologia é uma técnica de massoterapia de origem chinesa ou egípcia (não se sabe ao certo, pois seus registros datam de mais de 2 mil anos a.C. nessas duas áreas) que consiste em aplicar pressão em pontos específicos das mãos e dos pés que refletem na saúde de determinadas partes do corpo. Os pontos mais trabalhados são os da palma das mãos e sola dos pés, porém a frente e as laterais também possuem pontos reflexos para diferentes partes do corpo. Esses pontos são os mesmos pontos trabalhados em tratamentos de acupuntura. Aqui estão os mapas das palmas das mãos e dos pés, retirados dos livros a Bíblia da Reflexologia, de Louise Keet, e Reflexologia das mãos, de Denise W. Brown. Reflexologia das mãos Os pontos corporais são os mesmos nos pés e nas mãos, isso facilita a automassagem, já que nem todos podem pagar pelo tratamento ou conhecem alguém que saiba fazê-lo. Quem pode fazer Reflexologia? O tratamento de Reflexologia é tanto para atuar em alguma dor ou desconforto quanto para prevenir seu surgimento. Serve também como forma de relaxamento para aliviar tensões e estresse acumulado. Pessoas de todas as idades, inclusive bebês, podem se beneficiar com os tratamentos da Reflexologia. De modo geral, não há contraindicações para o tratamento. No entanto, gestantes, pessoas em recuperação cirúrgica ou que possuam dores ou problemas físicos devem conversar com seu médico de confiança antes de iniciar esse ou qualquer outro tratamento complementar. Como fazer o tratamento? O mais indicado é ter alguém que possa aplicar o tratamento, porém, por ser feito em partes do corpo de fácil alcance, a Reflexologia é um tratamento que a própria pessoa pode fazer em si mesma, desde que saiba como fazê-lo. A pressão O nível de pressão varia de acordo com a necessidade e a estrutura das mãos ou dos pés. Mãos e pés adultos aparentemente saudáveis podem receber pressão leve à moderada. É normal que sinta alguma dor em determinados pontos, e em alguns mais do que outros. O grau da dor revela o grau de tensão ou toxina acumulada no local reflexo. Se for um local externo, como ombros, pescoço ou coluna, por exemplo, vale a pena também fazer uma massagem nesses locais. Caso sejam órgãos internos, a melhor opção é pensar em mudanças na alimentação e respiração. Ao fim da massagem, o ideal é que haja uma sensação de leveza e relaxamento no local. Em crianças e idosos, por serem mais frágeis, o ideal é que a pressão seja suave e não provoque dores. Um leve desconforto seguido de uma sensação de relaxamento é o mais indicado. O uso de cremes e óleos Para uma melhor experiência com o tratamento, o ideal é que as mãos e os pés da pessoa que receberá o tratamento estejam limpos, bem como as mãos de quem irá tratá-los, e que se utilize algum creme ou óleo carreador (óleo vegetal) em dose moderada para facilitar o deslizamento das mãos durante a aplicação da técnica. Também podem ser usados óleos essenciais, mas apenas diluídos nos óleos carreadores e em pouca quantidade. Quem quiser unir a massoterapia com a aromaterapia pode utilizar gotas de lavanda para promover relaxamento, ou bergamota para trazer vitalidade. Concluindo Saúde é um bem de longo prazo que precisa de constante atenção e vigilância, pois, com exceção de acidentes e questões genéticas, problemas de saúde não surgem da noite para o dia. Adotar um estilo de vida mais saudável como forma de prevenir ou retardar o surgimento de problemas de saúde é tão importante quanto tratar qualquer sintoma que apareça em nosso corpo. Vale lembrar também que o cuidado com a saúde inicia na mente, através de escolhas conscientes sobre o que nos faz sentir bem ou mal, desde as informações que consumimos até nossos relacionamentos e os alimentos que comemos. A prática de Meditação diária é um excelente cuidado que podemos ter com nossa mente, emoções e corpo, visto que ao relaxarmos a nossa mente o cérebro muda os hormônios e elementos químicos que envia ao resto do corpo, relaxando também outros órgãos. Movimentar o corpo também é essencial, até mesmo para relaxar a mente, e pode ser qualquer tipo de atividade física, não necessariamente academia e musculação, como grande parte das pessoas acredita. Os cuidados com a saúde precisam ser tratados como prioridades no dia a dia, e não apenas como um “socorro” para males que poderiam ser evitados. Quanto mais cedo reconhecermos a importância da prevenção e respeitarmos nossos corpos, mais chances temos de seguir uma jornada de vida longa e saudável.

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Resenha: A casa do Escritor, de Vera Lúcia M. Carvalho

Posted on 7 de September de 202231 de August de 2023 by Carollina da Costa Barbosa

Como leitora, acredito que podemos apreciar diversos tipos de leitura pelos mais diversos motivos e todos contribuírem com nossa bagagem de leitores e, porque não, também com a nossa bagagem pessoal. O livro “A casa do Escritor” é um romance espírita escrito por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho publicado em 1993. Embora seja um gênero que eu não fale muito por aqui, leio e decidi compartilhar uma resenha sobre a obra. Ditado por Patrícia, o livro narra a trajetória da moça pelas diversas escolas e casas de estudo das realidades espirituais que ela visita. Acompanhada por amigos de longa data, Patrícia visita A Casa do Escritor, uma escola de estudos sobre psicografia para desencarnados que se localiza em uma colônia brasileira. Nesta escola, os desencarnados desenvolvem suas habilidades na comunicação escrita a fim de conseguirem transmitir mensagens aos encarnados através da transmissão de pensamento e psicografia de forma não violenta e benéfica para os dois lados, visto que estas duas habilidades podem ser utilizadas por qualquer desencarnado, de forma construtiva ou destrutiva. Da mesma autora de “Vivendo no mundo dos espíritos” e “Violetas na janela” (traduzido para três idiomas),  este livro é escrito em linguagem clara e acessível, porém mais voltado para um público que tenha conhecimento sobre o Kardecismo, por utilizar alguns termos próprios deste estudo/doutrina. No entanto, mesmo quem nunca teve contato com esse conhecimento entenderá a história sem dificuldades. Os romances espíritas não são voltados para a estética literária como estamos acostumados a analisar, então este é um livro que indico apenas para quem gosta do gênero e, com base em suas crenças, tem curiosidade sobre como seria a relação entre a espiritualidade e a escrita.

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Resenha: Serendipity, de Luana Schrader

Posted on 13 de July de 202212 de October de 2022 by Carollina da Costa Barbosa

Serendipity, romance de estreia de Luana Schrader, conta a história da romancista brasileira Louise comprando uma passagem só de ida para Paris em busca de uma nova história e também de se refazer de um passado doloroso. Lá ela faz novas amizades e conhece Nicolas, que desde o início já se torna uma pessoa muito mais importante do que ela esperava. Cheio de altos e baixos mas com final feliz, Serendipity é o tipo de história que te prende do início ao fim, sempre tendo o amor como fundo de seus acontecimentos. Li a versão ebook Kindle de 151 páginas, mas pouco tempo depois comprei minha versão física autografada porque né?! 📚🥰📚 O livro possui as indicações de cada capítulo em letras grandes e desenhadas, além de uma frase de destaque para provocar a curiosidade do leitor. As letras do texto em si são adaptáveis no dispositivo. A linguagem é fluída e cada cena é narrada como se fosse uma cena de filme, sem faltas nem excessos de descrição. As ilustrações de capa e contracapa são belíssimas e nos transportam diretamente para a história. História leve e divertida, mas ao mesmo tempo com seus momentos de tensão, o romance de Luana Schrader é uma ótima pedida para quem gosta de livros que te fazem mergulhar na história quase como um observador onisciente.

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Foto Histórica – Escritoras do RJ – 12/06/2022

Posted on 12 de June de 202225 de June de 2023 by Carollina da Costa Barbosa

Foto histórica de escritoras cariocas no TMRJ: eu fui ❤️📚E foi cheio! Foi lindo!12/06/2022 Veja aqui um pedacinho do evento Veja minha entrevista para o canal da Cristiane Oliveira Veja aqui a matéria do jornal O Globo sobre o evento (13/06/2022)

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Culpa e autoconhecimento em tempos incertos

Posted on 26 de March de 202230 de September de 2025 by carollinaterapeuta

Desde o final de março de 2020, vivemos mundialmente uma pandemia que oscila entre flexibilização e lockdowns, seguida por diversos conflitos bélicos ao redor do mundo, sendo o mais recente a guerra entre a Rússia e Ucrânia que, com a entrada de outros países no conflito, revive memórias da Europa de 1940. Essa instabilidade no cenário mundial têm afetado todos nós de forma mais ou menos intensa tanto financeiramente quanto emocionalmente. Ciente das questões financeiras e econômicas pessoais e sociais com imensas desigualdades, irei abordar nessa postagem as questões emocionais referentes aos tempos de incerteza, mais especificamente as questões emocionais que envolvem os relacionamentos intrapessoais (com nós mesmos) e interpessoais (com os outros) a partir de uma visão holística. Culpa e impotência Três sentimentos são muito comuns de surgirem e/ou ficarem mais intensos em momentos de incerteza, sejam momentos de dimensões mundiais ou individuais: culpa, impotência e carência. A culpa e a impotência são emoções fortemente conectadas uma com a outra. Por nos sentirmos incapazes de alterar uma situação desagradável (sentimento de impotência) nos sentimos culpados por ela se perpetuar. Mesmo em casos que vão além de nossa capacidade de ação, como desastres naturais ou calamidades públicas, por exemplo, o grau de empatia que sentimos faz com que os sentimentos de culpa e impotência se desenvolvam, muitas vezes de forma acentuada, pois de fato não é possível que apenas um indivíduo resolva todos os problemas do coletivo. Além disso, não podemos contribuir fazendo a nossa parte se nos encontramos desestabilizados pela culpa. É preciso uma pessoa de pé para ajudar outra a se levantar do chão, caso contrário serão duas pessoas caídas esperando socorro. Por mais que pareça empático, sofrer o sofrimento do outro só aumenta a dimensão total do sofrimento, e em situações de instabilidade o que mais é preciso são pessoas minimamente estáveis que possam ajudar outras a se estabilizarem. É sempre importante lembrar também que o coletivo é feito de um conjunto de indivíduos, e se cada um fizer a sua parte no pouco que lhe cabe, o impacto de todas essas ações juntas é que será refletida no coletivo, logo, a culpa individual única é uma ilusão. Se refletirmos mais um pouco também podemos perceber que mudanças coletivas, assim como as individuais, não surgem da noite para o dia, são uma construção. Desta forma, para que uma sociedade reaja sobre qualquer situação leva tempo, desconstrução e reconstrução de paradigmas sociais. Carência e autoconhecimento: o que é seu e o que é do coletivo Nesse meio tempo entre culpas e desconstruções diversas, o indivíduo também apresenta questões pessoais diante de tantas oscilações. A primeira delas é a sensação de solidão, que se destaca principalmente naquelas pessoas que não estão acostumadas a ficarem em sua própria companhia por muito tempo ou tempo nenhum. Nessa postagem que publiquei ainda no período das primeiras quarentenas de COVID-19, falei sobre a diferença entre solidão e solitude, sendo a primeira a tristeza em estar sozinho e a segunda o deleite da mesma situação. A carência surge principalmente para aqueles que se sentem em solidão, enfatizando sua necessidade constante da presença do outro. Os relacionamentos humanos são essenciais para a espécie sociável que somos, porém podem facilmente funcionar como uma fuga de nosso universo interno. Esse tipo de dependência da presença do outro para bem-estar próprio adoece os relacionamentos interpessoais, além de nos anestesiar para o nosso relacionamento intrapessoal. É bem verdade que em momentos de incerteza, um ombro amigo e uma mão estendida em nossa direção nos ajudam a caminhar, mas ninguém pode fazer por nós aquilo que nos cabe, que é andarmos em cima de nossos próprios pés. A única certeza é a incerteza A única constante da vida é que tudo muda o tempo inteiro. Algumas mudanças são planejadas e outras nos pegam de surpresa, algumas são mais simples e outras mais elaboradas, mas ela sempre acontecem e irão acontecer. É preciso ficarmos em paz com a certeza das mudanças se quisermos passar pela vida sem pesos desnecessários. Fácil falar, difícil praticar. Difícil pela própria forma de funcionamento do nosso cérebro, que tende a rejeitar mudanças por menores que sejam. Mas difícil não quer dizer impossível. Se olharmos para os pensamentos como “hábitos do nosso cérebro” perceberemos que não só podemos mudá-los como já os mudamos diversas vezes e nem nos demos conta. Ao mudarmos a forma como enxergamos as situações que ocorrem conosco ou a nossa volta mudamos nossa atitude perante elas. Ao agirmos com base em uma nova forma de pensar mais benéfica que a anterior temos mais chance de contribuirmos melhor com a nossa parte para a sociedade, que será transformada coletivamente com a união dessas pequenas novas atitudes individuais. Do micro para o macro, sempre.

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11ª SIAc – UFRJ

Posted on 17 de February de 202230 de September de 2025 by Carollina da Costa Barbosa

Nesta sessão eu apresento minha pesquisa acerca da influência dos jogos do tipo MMORPG no desenvolvimento da oralidade de alunos brasileiros estudantes de inglês como língua estrangeira em sala de aula. Principais referências bibliográficas: GEE, James Paul. What Video Games Have to Teach Us about Learning and Literacy. Palgrave Macmillan, 2003. FADEL, Luciane Maria et al. Gamificação na Educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2014. MALONE, Susan. Theories and research of second language acquisition. SIL International. Bangkok, 2012.

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Resenha: Os Quatro Compromissos, de Don Miguel Ruiz

Posted on 14 de February de 202222 de September de 2024 by Carollina da Costa Barbosa

(Resenha de 2020) Eu tinha preparado uma outra resenha para meados desse mês, porém com a questão do Setembro Amarelo resolvi dar prioridade para um tema mais terapêutico. Don Miguel Ruiz é um instrutor de tratamentos terapêuticos baseados no antigo xamanismo Tolteca, do qual sua família é descendente (seu avô é um xamã nagal e sua mãe uma curandeira). Antes de seguir o caminho de seus ancestrais, Miguel se formou em medicina e chegou a ser neurocirurgião. Em Os Quatro Compromissos: O Livro da Filosofia Tolteca, o autor apresenta quatro compromissos que são a base da filosofia desse povo que teve sua origem em terras mexicanas. Os quatro compromissos são:1 – Seja impecável com a sua palavra: alinhe o que você sente com o que você diz. Seja verdadeiro.2 – Não leve nada para o lado pessoal: o que é seu é seu, o que é do outro é do outro.3 – Não tire conclusões precipitadas: pergunte, dialogue, fale e escute o outro com atenção.4 – Sempre dê o melhor de si: nem preguiça nem exaustão, dê o seu melhor e tenha sua consciência tranquila. É um livro que eu já li mais de uma vez e recomendo muito. Li antes, durante e depois da minha formação em terapia holística, e não só foi um divisor de águas na forma prática de eu encarar o mundo como também me traz diversas reflexões a cada vez que o leio.A edição da foto é um livro de 100 páginas, com letras confortáveis e pouco mais de um palmo de altura. Ele contém uma breve introdução contextualizando a história dos Toltecas e do Miguel. Embora pequeno, não posso dizer que já absorvi desse livro tudo o que podia — e será que é possível dizer isso de algum livro? 💛🌻

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Poema musicado: Canal Tv Alternativa

Posted on 13 de February de 202214 de November de 2023 by Carollina da Costa Barbosa

Meu poema de fim de ano musicado pelo  músico, poeta e jornalista Anand Rao em seu canal do Youtube Tv Cultura Alternativa. Clique aqui para ouvir. Finda Ano Novo Cocria Magia Transluz

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Poema: Essena O’Neil 16/4/21

Posted on 13 de February de 20223 de November de 2025 by Carollina da Costa Barbosa

©Todos os textos de minha autoria neste site e em outras plataformas digitais estão sob a proteção da Lei de Direitos Autorais 9610/98 Quando diziamQue problemas com InternetEra bobagemVocê foi o primeiro grande boomDe afliçãoQue largou carreiraBagunçou a vidaE disseram que foi só por atençãoAté Game Changer tentou serMas as mensagens de ódio te fizeramDesaparecerE olhaQuem diriaQuase 10 anos se passaramE agora o mundo inteiro “descobriu”Que a esquecida Essena O’NeillFalava a verdadeDe que na InternetSe se viveSó se vive pela metade . . .Eu nunca vou esquecer das mensagens de carinho e apoio que tentava mandar pra ela, nem dos depoimentos horríveis que ela recebia todos os dias e lia em vídeos vez ou outra. Ela foi esquecida —e, claro, se fez esquecer como quis e precisava—, mas foi o primeiro estalo de como o mundo virtual é real e pode ser tão cruel quanto bom. Hoje o que ela dizia todos já sabemos, mas não custa lembrar que alguém veio antes, disse antes, que ninguém levou a sério, que a mídia internacional “jogou no chão” uma voz que balançava a primeira onda do tsunami de questões psicoemocionais ligadas à nossa modernidade. Que bom que o tempo passa. E espero, de coração, que ela e tantos outros estejam bem 🙏 (Essena O’Neill não está em NENHUMA rede social desde 2015. Todas as contas atuais que aparecem em seu nome são FAKES) ATUALIZAÇÃOEM 3/11/2025 – Essena O’Neill agora está com um novo site e norteou suas produções para a área acadêmica! Que orgulho de ver que ela está de volta! E olha, como eu entendo essa escolha…. https://www.withessena.com/essena

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A Melhor Defesa é o Ataque

Posted on 21 de October de 202130 de September de 2025 by carollinaterapeuta

Quantos de nós já não ouvimos ou dissemos a frase “Não se deve generalizar”? E quantos de nós já não julgamos ou fomos julgados de forma errada por causa de generalizações? De fato, deixar de generalizar é algo bem difícil, mas quando julgamos ou “condenamos” alguém que mal conhecemos, isso diz muito mais sobre nós do que sobre a outra pessoa. Generalizando… Para começar, vamos refletir juntos sobre o porquê das generalizações acontecerem e serem tão comuns. É muito mais fácil espalhar um conhecimento genérico sobre algo do que estudos específicos, por exemplo, ou reflexões mais profundas. É muito mais fácil viralizar uma imagem explicando algo em 3 palavras ou um vídeo de 30 segundos do que uma postagem de um blog, um artigo de revista ou de jornal. Da mesma forma como é muito mais fácil para o nosso cérebro dar uma “resposta” sobre quem uma pessoa é ou deixa de ser com base em como a gente associa a imagem dessa pessoa à imagem de outras pessoas que já vimos/ouvimos/convivemos. Digo mais fácil até mecanicamente, pois menos conexões neurais são ativadas quando repetimos um padrão de pensamento do que quando criamos um pensamento novo. “Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo” Essa frase eu já usei uma outra vez, nesse post para falar sobre coerência, mas cabe também aqui. Generalizar não é o maior dos perigos, até porque qualquer generalização pode ser resolvida com uma boa dose de autorreflexão. O problema maior é quando atribuímos à um(a) desconhecido(a) ou uma pessoa conhecida mas não tão bem assim uma carga de impressões pessoais nossas, frutos dos mais variados conflitos e limites que temos dentro de nós, que não tem absolutamente nada a ver com essa pessoa. E, no nosso íntimo, sabemos que não tem absolutamente nada a ver com a pessoa pelo simples fato de não a conhecermos o suficiente para tirar algum tipo de conclusão sobre ela. E sabemos também todos os medos, inseguranças, conflitos, traumas e memórias que carregamos e há quanto tempo as carregamos, mas escolhemos fechar os olhos para isso tudo, generalizar e julgar/condenar o outro na expectativa de nos sentirmos um pouco melhores com nós mesmos. Só que o fardo das nossas dores não diminui quando aumentamos a dor do próximo, nem nos tornamos pessoas melhores porque apontamos o defeito de alguém. Nossos atos mostram quem nós somos, os atos do outro mostram quem ele é. Se temos alguma necessidade em promovermos nossas qualidades às custas de diminuir as qualidades do outro ou mesmo de exaltar seus defeitos e limitações, então não nos sentimos tão dignos de elogios como forçamos parecer. Honestidade Não é apontando dedos para fora que vamos resolver os problemas que temos do lado de dentro. Se você tem como hábito julgar ou condenar e está acostumado(a) que façam isso com você também, sugiro que busque repensar esse padrão de relacionamento que você cultiva com as pessoas a sua volta. Não é saudável mentalmente, emocionalmente nem fisicamente nutrir comportamentos tóxicos em relacionamentos, nem mesmo no seu relacionamento consigo mesmo. Repense suas relações sociais e familiares, suas atitudes, reveja seus medos e crenças, procure a ajuda de um profissional da área de psicologia ou terapeuta holístico se for necessário, mas interrompa esse ciclo vicioso de críticas e julgamentos. Palavras podem fazer tão mal quanto algum alimento que comemos. Seja honesto consigo mesmo sobre suas inseguranças. Medos, incertezas, frustrações e outros sentimentos semelhantes quando mal trabalhados resultam em projeções doídas e em sofrimento muito maior para quem projeta do que para o alvo das projeções. O alvo sofre na hora, talvez um pouco depois, mas ele pode simplesmente se afastar e se recuperar, já quem projeta seus sentimentos de forma tóxica convive com o “material” criador desse sofrimento o tempo inteiro. A honestidade consigo mesmo sobre si mesmo é essencial para iniciar o processo de cura necessário para o fim desse tipo de comportamento. A terapia é uma das formas mais indicadas para lidarmos com nossas questões internas, até porque a maior parte delas está no nosso inconsciente e a mediação de um profissional para construir uma ponte de diálogo entre suas crenças inconscientes e suas atitudes costuma ser mais eficaz. Ninguém precisa enfrentar seus medos sozinho, por menores que sejam. Não subestime suas necessidades e busque ajuda, pois machucar outras pessoas não fará sua feria parar de sangrar.

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Páscoa, Pandemia e Renovação

Posted on 4 de April de 202130 de September de 2025 by carollinaterapeuta

Agora em março a pandemia de Covid-19 fez um ano e com ela vieram muitos desafios e mudanças. É certo e inegável a gravidade dos problemas sanitários mundiais que surgiram e aumentaram, mas nessa postagem irei focar sobre algumas questões emocionais pessoais que esse quadro trouxe, em especial a sugestão de um novo olhar sobre isso, ainda mais que já se passou um ano desde que tudo começou. É natural quando algo impactante surge em nossa vida sem aviso ou planejamento nos sentirmos perdidos, assustados e até paralisados. O tempo passa, as necessidades de se readaptar se tornam cada vez mais urgentes e diárias e, como já era de se esperar de uma pandemia, nada irá sumir da noite para o dia. A humanidade e seus hábitos foram impactados — como sempre são em qualquer evento histórico — e é cada vez mais improvável voltar a viver como se “nada disso tivesse acontecido”. Mas, será que essa nova realidade seria tão ruim assim? É natural do ser humano querer manter o que tem e vive, nem sempre por ser bom mas por já estar acostumado. Quando já temos todas nossas necessidades básicas supridas — alimento na mesa, teto seguro sobre nossas cabeças, higiene à vontade, contas pagas, — é preciso olhar para as outras necessidades humanas: as emoções. O emocional humano é muito rico e muito complexo, e justamente por isso é necessário olhar para essas questões de forma aberta. Se nossas emoções mudam, é indispensável renovarmos nossa visão sobre elas também. Hoje é domingo de Páscoa, um grande convite à renovação no calendário festivo cristão, mas nada impede que quem não é ligado a essas festividades possa refletir também. Na verdade, mesmo quem festeja a data muitas vezes não reflete sobre ela, e isso estende meu convite com todo carinho para qualquer leitor que esteja lendo essa postagem hoje ou qualquer outro dia. Há duas formas de ver a Páscoa: pelo olhar do sofrimento da crucificação ou pelo olhar do renascimento e renovação. Dessa forma, também há duas maneiras de vermos o momento que estamos vivendo: a tristeza de olhar para hábitos e rotinas que existiam e não podemos vivê-las ou a oportunidade de crescimento, aprendizado e refazimento que só uma situação tão atípica como essa pode trazer. Com o contexto cada vez mais acelerado que a humanidade têm construído, um momento de introspecção e quietude externa como esse tem muito o que nos ensinar, se estivermos abertos a aprender. O luto, as questões de saúde… Isso sem dúvidas são pontos delicados que precisam de uma atenção maior e de uma postagem inteira só sobre esses assuntos. O que posso dizer sobre esses momentos é que, embora também sejam situações com grande potencial de renovação, não precisamos passar por esses momentos sozinhos. Mesmo sem a proximidade física, é essencial manter contato com uma rede de apoio de amigos e familiares queridos, além de buscar um profissional de confiança para te auxiliar nessa caminhada. Muitos estão atendendo online atualmente e indico uma busca no site Vittude para quem ainda não encontrou o seu.Hoje a postagem é focada nas pessoas que têm como desafio a questão do isolamento social e as novas formas de contato exigidas pela pandemia. Sobre estar na própria companhia Já falei sobre esse assunto em uma outra postagem, mas continua sendo uma reflexão relevante.Cada vez mais somos convidados a ficarmos na própria companhia, querendo ou não. Para alguns isso é motivo de sofrimento, para outros é um momento de respiro. Assim como a Páscoa ou a Semana Santa, é um momento de introspecção, uma oportunidade de (re)conhecer a si mesmo em cada detalhe sem rotas de fuga. É verdade que é uma oportunidade que surgiu de forma forçada, mas será que pararíamos se não fosse assim?É o momento de rever os nossos hábitos, as nossas crenças… De repensar a vida que temos vivido até aqui, o que ela nos trouxe e o que queremos viver daqui para frente.Podemos nos lamentar pelas vivências interrompidas, como na imagem da crucificação, ou podemos construir uma nova jornada de superação, aprendizado e renovação — renovando, inclusive, da nossa relação com nós mesmos. A escolha do caminho e sua concretização, como sempre, cabe apenas a nós mesmos. Novas formas de viver Já faz um ano que a internet é o local onde a vida social mais acontece. Embora essa nova vivência ainda seja muito criticada e de difícil aceitação para uns, outras pessoas descobriram na internet um mundo maravilhoso de conexões, laços, aprendizados, oportunidades profissionais… A democratização do acesso à conteúdos e espaços que antes eram fechados e até mesmo desconhecidos trouxe oportunidades incríveis para muitos, e isso é notável e louvável. O que acontece agora é que nossa responsabilidade sobre o conteúdo que acessamos e sobre o que compartilhamos aumentou. A internet não é mais “terra de ninguém”, agora é como andar na rua. Você pode visitar museus online, fazer cursos, ver palestras, encontrar amigos e familiares, buscar conteúdos que te elevem a alma, que te agreguem a vida; mas também pode encontrar muitas coisas desagradáveis ou vazias. É você quem escolhe, é você quem filtra, é você o responsável pelo conteúdo que deseja consumir. Não só a internet fez essa responsabilidade visível, mas toda a nova forma de vida deixou clara a necessidade de tomarmos responsabilidade por nossos atos e escolhas. Essa responsabilidade sempre foi necessária e sempre existiu, mas só agora se tornou evidente, até porque, nesse momento, nossos atos e escolhas podem custar a vida de alguém. Assim como na Sexta-Feira da Paixão. Mesmo sendo uma profecia, foi a voz do povo que escolheu crucificar Jesus. Me perguntou se hoje em dia seria muito diferente… O contato online, a responsabilidade visível por nós mesmos e pelo próximo… São só algumas das mais diversas formas de viver que se apresentam durante a pandemia para todos nós. Mudanças semelhantes, mas de diferente impacto e resultado, dependendo da forma de como cada um de nós lida com elas. Novamente, podemos…

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Ser Terapeuta: Como não misturar as emoções durante o atendimento

Posted on 19 de August de 202030 de September de 2025 by carollinaterapeuta

Quando eu estava no final da minha formação em Terapia Floral, um dos ensinamentos que minha professora passou para turma foi a importância de mantermos nossa posição de observadores durante o atendimento terapêutico. A necessidade de relembrar a “linha” que separa o nosso universo interno do universo do outro e qual é o nosso papel no momento do atendimento era e é fundamental para que pudéssemos dar o melhor de nós a cada um que buscasse por nossa ajuda.Foram muitos os exercícios mentais e os aprendizados que tiramos de cada um deles, não só para os atendimentos, mas também para nossa vida diária.Nesse post irei falar um pouco sobre esses dois pontos. O processo de aprendizado Foram muitos exercícios mentais de visualização, autoconhecimento e meditação que recebemos durante esse processo. Irei tentar resumir esse processo mantendo os principais pontos que aprendi. As primeiras pessoas que começamos a tratar, ainda durante o curso, foram nós mesmos. Além de sermos terapeutas uns dos outros a cada duas ou três aulas para treinar o uso das fichas de anamnese, também éramos terapeutas de nós mesmos, praticando o processo de autocura. Por ser um curso que une os tratamentos de florais, cromoterapia e cristais, nós nos prescrevíamos florais, praticávamos exercícios de visualização com as cores e meditação com cristais de acordo com o autoatendimento que fazíamos. E se engana quem pensa que a professora lia nossas fichas e nos indicava os tratamentos como se fossemos clientes dela. Nós fazíamos as fichas e as autoanálises, conversávamos com ela sobre nossas conclusões e ideias de tratamento e ela, como a boa mestra que confia no que ensina, dizia “Tente e depois me diga os resultados”. E sempre tínhamos resultados. Não lembro de ninguém ter dito “Fiz o tratamento X e não mudou nada”, mas lembro com clareza das nossas autodescobertas, de como começamos a enxergar coisas em nós que não víamos antes – ou porque não conseguíamos ou porque não queríamos – e como isso foi transformando cada um de nós. Éramos uma turma no primeiro dia de aula e outra no último. Não tem como eu detalhar cada exercício nem tratamento, pois foram vários, mas posso deixar alguns pontos gerais sobre o que fazíamos:• Meditações guiadas; uma sugestão que eu dou é a meditação de 21 dias do Deepak Chopra• Cromoterapia; podem ser visualizações ou uso das cores• Leituras; indico o livro Os Quatro Compromissos, de Dom Miguel Ruiz. É uma leitura que fala sobre alguns ensinamentos da filosofia Tolteca, visando o autoconhecimento que nos possibilita enxergar o que é nosso e o que é do outro Sobre os Cristais, tenho um artigo aqui no blog dedicado exclusivamente para esse tema. Você pode ler na íntegra clicando aqui. Aplicando no atendimento e no dia a dia Por mais que isso seja dito é sempre bom repetir: o autoconhecimento é transformador. A clareza de entender o que nos faz bem ou mal, os detalhes do dia que podem melhorar nosso humor ou piorá-lo, dentre outras coisas, nos permite saber quando estamos agindo e quando estamos reagindo. No caso dos atendimentos, nós, terapeutas, precisamos dar a quem nos procura um espaço de tranquilidade e segurança para que a pessoa se sinta confortável em falar conosco. Agora imagine se a cada atendimento que fizéssemos nós absorvêssemos o humor e os problemas que o cliente nos trouxesse, como ficaríamos para atender uma pessoa após a outra pessoa? E como nós ficaríamos no fim do dia, quando terminássemos todos os atendimentos, SE conseguíssemos terminar? Pois é. Os exercícios de autoconhecimento e autocura que minha professora nos ensinava tinham como principal objetivo nos ajudar a reconhecer quem somos nós e o que é nosso para que a gente pudesse sustentar esse espaço de segurança e tranquilidade que todos os clientes que nos procurassem precisavam encontrar. E essa separação também envolve separarmos os nossos problemas pessoais dos problemas que as outras pessoas nos apresentavam quando pediam ajuda. Para que o nosso trabalho fosse bem realizado era preciso colocar de lado nossos problemas pessoais e nossa “tagarelice interna” para ocuparmos o lugar de observador que nossos clientes tanto procuram. A grande questão é que autoconhecimento, uma vez iniciado, não é algo que se limite a uma única área da nossa vida. Então, além da questão profissional, inevitavelmente começamos a aplicar todo esse aprendizado em nossa vida diária. Como estamos sempre em constante mudança – ou deveríamos estar –, o autoconhecimento não tem fim. E quanto mais nos conhecemos e sabemos quem somos, menos nos sentimos pessoalmente envolvidos nas questões das outras pessoas. Falei nesse artigo um pouco sobre o impacto da visão do outro sobre nós em nossa vida, mas os efeitos do autoconhecimento vão além desse aspecto. Autoconhecimento é ter a humildade e a dignidade de querer se conhecer para além daquilo que você apresenta para os outros no seu dia a dia. Humildade para olhar para si sem expectativas do que vai encontrar, sejam coisas boas ou ruins, e dignidade para olhar com respeito seus pontos fortes e suas fraquezas. E repito, quanto mais nos conhecemos melhor sabemos o que é nosso e o que é do outro, sem carregar bagagens alheias e nem nos escondermos das responsabilidades que nos cabem. Muito do que aprendi e ainda aprendo em meus estudos de terapias holísticas trago para a vida diária para um autotratamento sem fim. Antes de sermos terapeutas capazes de mediar as autodescobertas de outras pessoas, somos também terapeutas de nós mesmos, nos observando, trabalhando nossas questões internas e nos curando. Com certeza esse foi o maior aprendizado que tive sobre tudo o que estudei sobre terapias até hoje.

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Solitude em tempos de quarentena

Posted on 29 de April de 202030 de September de 2025 by carollinaterapeuta

Em época de quarentena prolongada, a necessidade de ficar em casa forçadamente  tem trazido sentimentos e vivências diversas para cada um de nós. Uns estão em casa com sua grande família, outros estão em casal, outros com seus filhos/crianças pequenas, outros sozinhos ou com seus animais de estimação… Cada um está experimentando esse momento de um jeito diferente, e com isso tendo reações diferentes. Embora seja um momento incomum, esta é uma grande oportunidade – senão única – de olhar com mais atenção para si mesmo e para a real vida que você vive quando não pode fugir dela. Digo fugir porque quantos de nós não usamos a “correria do dia a dia” como desculpa para não olhar o que é essencial – o que precisa de cuidado, de mudança – o que precisa da nossa real atenção por qualquer motivo que seja. Fugimos para não ter trabalho, para não precisar encontrar respostas que não queremos ou mesmo perguntas que não temos coragem de fazer a nós mesmos. E no meio desse processo há dois tipos de sentimentos que podem surgir: o sentimento de Solidão ou o de Solitude. Não, eles não são sinônimos. Em Solidão temos a sensação de abandono, de tristeza e até desesperança. É aquela sensação de vazio, de que falta algo e que o fim desse sentimento será dado por uma manifestação externa a nós. O sentimento é maior do que a gente e nos sentimos quase que reféns de algo que, muitas vezes, nem sabemos o que é. Já em Solitude há o contentamento em estar consigo mesmo. Uma sensação de tranquilidade, até mesmo de alívio, por estar apenas em sua própria companhia. Uma situação prazerosa na qual a pessoa pode dar mais atenção a si mesma e a suas próprias questões sem ser “incomodada” por distrações externas. Na solitude há a sensação de leveza e liberdade. Tanto a Solidão quanto a Solitude podem existir em ambientes no qual a pessoa esteja pessoalmente sozinha ou acompanhada, porque ambos são sentimentos internos. Até mesmo a Solidão, que aparentemente aponta uma causa e solução externas a nós, é, na verdade, algo que começa dentro da gente. Enquanto vivenciamos a quarentena, temos a chance de avaliar qual dos dois está em nós e porquê. Sem fugir de si mesmo Mas não há mais como fugir. Neste momento a vida está nos dando o grande presente de nos reavaliarmos – sim, um presente – e qual a melhor forma de recebê-lo a não ser vivenciá-lo? É verdade que há chances de não gostarmos do que iremos encontrar enquanto fazemos essa grande “faxina” em nós, em nossa casa e em nossas vidas, mas também há a oportunidade de mudarmos nosso olhar sobre muitas coisas que nos incomodavam até então. Olhar para os detalhes aparentemente insignificantes da nossa vida e rotina e nos tornamos gratos por sua existência. Avaliar quais são as lentes dos nossos “óculos de enxergar a vida” e trocar por outras novas e melhores. Podemos rever, por exemplo, como estão os nossos relacionamentos com as outras pessoas. Amigos, parentes, pessoas que moram conosco, colegas de trabalho… Como está nosso relacionamento com nós mesmos, com nossas finanças, nossa casa, nossa saúde… São relacionamentos saudáveis ou tóxicos? Algo precisa/pode ser melhorado? Por quê? Como? São infinitas as reflexões que podemos ter. Talvez você deva estar pensando “Mas se eu começar a questionar tanto só vou me sentir mal”. Calma. Como sempre digo, nada disso é feito do dia para a noite. Não é para fazer uma lista das perguntas e começar a produzir respostas como se fosse uma prova de vestibular. A principal intenção das reflexões é sempre o autoconhecimento, para sabermos de fato como nos sentimos e por quê, e o empoderamento, que nos tira da posição de vítima e nos devolve ao banco de motorista da nossa própria jornada. Num dia a dia comum, não é muito difícil vivermos no piloto automático e ignorarmos o que se passa dentro de nós. Através das reflexões surge a oportunidade de olharmos não só para as coisas que nos entristecem, mas também para as que nos causam tanta felicidade, e muitas são tão pequenas que jamais notaríamos se não fossemos obrigados a ficar em casa com nós mesmos 24h por dia. O sol que seca suas roupas e o cheiro bom que fica nelas por isso, aquele cheirinho de café fresco que você toma todas as manhãs mas mal deve se lembrar como é, aquele momento relaxante depois do almoço que você não podia curtir porque passa o dia na rua, aquele seu livro favorito que você não lê há anos, o simples toque do travesseiro no seu rosto quando deita… Coisas tão corriqueiras e tão simples que são verdadeiros presentes quando paramos para vivê-las de verdade. E é a vivência desses pequenos momentos, um atrás do outro, que nos provoca o sentimento de Solitude. E depois… Mais do que nunca estamos aprendendo o valor de uma boa companhia. Ao sermos obrigados a nos afastar uns dos outros e até a negar abraços estamos despertando para a importância do afeto, do carinho, do companheirismo, da relação saudável. Quem irá querer perder tempo brigando e perturbando um amigo ou pessoa querida quando poderá abraçá-la e acabar com a saudade? E como tudo começa dentro da gente, que tal começarmos a nos cuidar para sermos uma melhor companhia para nós mesmos para, depois que tudo isso passar, podermos receber com mais leveza e carinho todas as pessoas queridas que veremos de novo?

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